O processo foi iniciado às 8:00 da manhã e encerrou-se às 19:00. Literalmente, 11 horas de processo seletivo! De manhã fomos direcionados ao auditório, lá, um analista do RH fez uma breve apresentação da vaga. Depois, fizemos uma prova de múltipla escolha de português, matemática e informática, um teste de digitação, uma redação, uma pesquisa de perfil, e até consulta ao E-social. Encerramos esta parte as 11:30. Então, a vaga proposta para um determinado cliente teria a segunda parte - a entrevista - às 15:30. O plano genial da empresa é que as pessoas ficassem 4 horas lá, esperando. Eu que moro perto, fui até a minha casa para almoçar; outras pessoas ficaram por lá mesmo, vários que nem mesmo tinham dinheiro para comer. Retornei no horário combinado, fizemos a entrevista coletiva com um analista e dois supervisores, e então os clichês começaram... acho absurdo o interrogatório que uma mãe sofre em uma entrevista: "E quem fica com o seu filho?", "E se ele ficar doente?", "Como vai conciliar o emprego com os filhos?". Claro que para os papais isso não aconteceu. Às 18:30 todos já havíamos nos apresentado, estávamos em 30 pessoas para 15 vagas; nos deixaram esperando até as 19:00, quando chamaram alguns nomes (os aprovados) e depois chamaram aos outros (os reprovados), para dizerem que não foi dessa vez, mas que nosso processo seletivo era válido por 30 dias, e que se algo aparecesse nesse período com o nosso perfil seríamos chamados. O que percebemos, os reprovados, é que TODOS havíamos dito que nossa disponibilidade de horário era apenas para manhã/tarde... Eu já havia perguntado desde cedo se a vaga era para trabalhar de manhã e disseram que sim... É isso... é uma boa empresa, ao que parece, mas fiquei chocada com a falta de respeito e empatia com quem está desempregado, se submetendo à isso.