Participei de um processo seletivo em fevereiro, com uma entrevista presencial que durou cerca de duas horas. Durante a conversa, tudo indicava que havia corrido bem — o entrevistador foi receptivo, apresentou a empresa com entusiasmo e, ao final, compartilhou seu contato, solicitando que eu enviasse algumas ilustrações, já que esse era um dos diferenciais da vaga.
Enviei o material com dedicação e, ao questionar sobre o início da vaga, fui informado de que seria em março. Quando esse período chegou, entrei em contato novamente e recebi a resposta de que o processo havia sido estendido. Compreendi e respeitei o prazo. No entanto, após mais um mês de espera, enviei uma nova mensagem — que, infelizmente, foi completamente ignorada.
É decepcionante perceber que uma empresa de grande porte, com estrutura e visibilidade, adote uma postura tão desrespeitosa com os candidatos. O mínimo que se espera é um retorno, ainda que seja uma negativa. Ignorar alguém que se preparou, dedicou tempo e compartilhou seu trabalho é, no mínimo, desumano.
Espero que esse processo seja revisto e melhorado para futuras seleções. O respeito com quem está do outro lado, apostando suas esperanças em uma oportunidade, deve ser prioridade. O silêncio, nesse contexto, machuca mais do que uma resposta sincera.